Se você acompanha o Planeta Hardware, sabe que a largura de banda é o “sistema circulatório” de uma placa de vídeo. Em 2026, a indústria de hardware oficializou a transição mais importante da década: a chegada das memórias GDDR7. Esta tecnologia não é apenas um upgrade incremental sobre o GDDR6X; é uma reengenharia completa para atender à demanda voraz por Inteligência Artificial e renderização em resoluções extremas.
Mas como isso impacta o seu próximo upgrade e como as gigantes AMD, Intel e NVIDIA estão se posicionando? Vamos mergulhar nos detalhes técnicos.
1. A Revolução da Modulação PAM3
A grande mágica do GDDR7 está na mudança da modulação. Enquanto as memórias anteriores usavam NRZ ou PAM4, o GDDR7 utiliza a PAM3 (Pulse Amplitude Modulation).
- Eficiência de Dados: Essa tecnologia permite transmitir mais bits por ciclo de clock, atingindo velocidades que partem de 32 Gbps. Segundo a Samsung Semiconductor, líder na fabricação desses chips, a eficiência energética foi melhorada em 20% em comparação ao padrão anterior.
- Largura de Banda: Na prática, isso permite que placas de vídeo intermediárias ultrapassem a barreira de 1 TB/s de largura de banda.
2. AMD e a Arquitetura RDNA 4/5
A AMD tem sido uma forte defensora da eficiência. Com o GDDR7, a linha Radeon utiliza essa largura de banda extra para compensar barramentos de memória menores, mantendo as placas mais frias.
- Foco em Custo-Benefício: Especialistas do VideoCardz apontam que a AMD está usando o GDDR7 para democratizar o desempenho de Ray Tracing em placas da série 8000.
- Infinity Cache: A integração do GDDR7 com o Infinity Cache promete reduzir drasticamente a latência em jogos competitivos.
3. Intel Battlemage e o Mercado de Entrada
A Intel está aproveitando o GDDR7 para dar um salto geracional em suas placas Arc.
- Desempenho em IA: Com os núcleos XMX dedicados, a velocidade das memórias GDDR7 é vital para que o upscaling XeSS funcione com perfeição. Conforme reportado pelo Digital Foundry, a largura de banda é o fator limitante para reconstrução de imagem via IA em alta fidelidade.
- Competição: Ao adotar memórias de ponta em modelos de entrada, a Intel força a concorrência a não economizar nas especificações básicas.
4. NVIDIA e o Domínio do DLSS 4.5
A NVIDIA continua liderando. Para as placas da linha Blackwell (RTX 50), o GDDR7 é o que permite que o Frame Generation via IA funcione sem artefatos.
- VRAM e Velocidade: Além da velocidade, o GDDR7 trouxe densidades maiores. O portal PC Gamer destaca que novos módulos de 3GB por chip ajudam a resolver o gargalo de memória em texturas 4K.
5. O Impacto no Bolso e no Mercado Brasileiro
Sabemos que tecnologia de ponta tem custo. O GDDR7 exige novos controladores e PCBs de melhor qualidade.
- Preços Iniciais: O custo de fabricação subiu cerca de 15% a 20%. De acordo com análises do TechPowerUp, a escassez inicial de chips GDDR7 pode manter os preços das GPUs de elite elevados no primeiro semestre de 2026.
- Oportunidade: Isso empurra o preço das placas com GDDR6X para baixo, criando ótimas oportunidades de custo-benefício.
🏆 Comparativo Técnico: GDDR6X vs GDDR7
| Característica | GDDR6X (Antigo) | GDDR7 (Novo – 2026) |
| Velocidade Base | 21 Gbps | 32 Gbps |
| Modulação | PAM4 | PAM3 |
| Largura de Banda (Bus 256-bit) | ~672 GB/s | >1024 GB/s (1 TB/s) |
| Eficiência Energética | Média | Alta (Melhoria de 20%) |
O que esperar do futuro?
A chegada das memórias GDDR7 em 2026 marca um ponto de inflexão na história do hardware. Não estamos falando apenas de jogos rodando com mais frames, mas de uma infraestrutura preparada para a Inteligência Artificial Generativa e para a resolução 8K, que finalmente começa a se tornar viável no segmento entusiasta.
Para o usuário comum, o conselho do Planeta Hardware é manter a calma. Se você já possui uma placa de vídeo potente com GDDR6X, você ainda terá lenha para queimar por alguns anos. No entanto, se você está planejando montar um PC do zero neste ano, priorizar tecnologias que ofereçam maior largura de banda será o diferencial para garantir que seu investimento não fique defasado em pouco tempo.
O mercado de GPUs nunca esteve tão emocionante e competitivo. Com NVIDIA, AMD e Intel brigando por cada por cento de performance, quem ganha é o consumidor, que agora tem acesso a tecnologias que antes pareciam impossíveis.
E você, já está de olho em alguma placa com GDDR7 ou vai aproveitar a queda de preços das gerações anteriores? Compartilhe sua opinião nos comentários e vamos debater o futuro do hardware!

